Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Porque trabalhar na Petrobras é muito bom
Desculpem a demora, estou na Bahia e aqui o acesso é muito dificil. Não existem cyber cafés espalhados como em São Paulo.

Depois de mais duas entrevistas em SP, passei por avaliação psicotécnica (novamente) e consegui (!!!) que me aprovassem.

Fui avisado pela secretária que eu devia ir buscar as passagens para a Bahia com o Sr. Antonio, na sala 45 do bloco B. Procurei e nada de Bloco B. Questionei outra secretária que me disse que o bloco B era restrito e que eu deveria conseguir uma autorização com meu superior para o acesso. Como 'meu superior' se eu ainda nem fui admitido?

Tentei raciocinar com aquela anaencéfala mas nada adiantou. Voltei para a sala de recrutamento para conseguir a tal 'autorização' e a rapariga me disse que havia se enganado, que era naquele mesmo bloco, sala 45, quarto andar.

Lá vou eu novamente descer as escadas para buscar minha passagem. Lá, o "Doutor" Antonio (porque ele é engenheiro pode ser doutor?) me pediu alguns documentos que eu tinha em mãos, outros que eu não tinha.

Voltei para casa, peguei os documentos e voei para lá. Peguei as passagens, um kit de Boas Vindas e instruçoes (pasmem) de como se comportar numa plataforma petrolífera. Boiei. As passagens estavam programadas para a outra semana, segunda feira 25/02.

Como num filme, houve um salto temporal de quarta-feira para segunda-feira, já com as malas prontas lá vou eu e o Claudio pro aeroporto, porque a Cidinha tinha que levar a avó dela para o hospital, porque a velhinha havia caído no box do banheiro e machucado a bacia. Não sei porque velhinhos teimam em brincar de 'dançar-com-o-chão-ensaboado-no-box-do-banheiro'. Mas...

Check-in, plataforma, avião, vruuuuummmm, turbulência, 'apertem o cintos, o piloto sumiu', aterrissagem, crriiiitch!, plataforma, cheguei, finalmente.

Um ônibus da empresa estava esperando eu e mais 12 pessoas para nos levar ao hotel temporário, no qual estamos agora.

Na terça-feira fui passear, ja que somente na quarta-feira nós iríamos trabalhar efetivamente. Conheci varios lugares aqui, que é muito quente, e tem muito baiano espalhado por todos os lados. Fui no mercadão, no Centro, na galeria das artes, conheci algumas pessoas, até um neto bastardo do meu bisavô (!!!!).

A noite aqui é muito morta, com poucos lugares para ir. Ainda não conheci direito, mas prometo enviar fotos.

Quarta-feira, terno e gravata, lá vou eu para o endereço especificado. Ônibus aqui é engraçado, tudo muito diferente de qualquer outro lugar que eu tenha ido. Mando fotos.

Minha mesa fica de frente para a janela, mas não adianta muito pois o prédio é encostado a outro, então a vista é de uma parede. Cinza.

Apostila, lição, palestra, coffe-break, tudo muito certinho, tudo muito arrumadinho, mas 16h todo mundo vai embora. Pra onde? Praia? Não!!!!! Vão pro karaokê mais proximo! Acreditem, aqui ninguem vai pra praia, ou pra um boteco beber, vão todos para milhões de karaokês espalhados. Nunca vi nada parecido, nem em filmes do Japão. E acreditem, eles cantam mal pacas! Acho que vou surtar!!!

O previsto é o curso durar até o final de março, mas pode terminar antes 'se a turma for rapidinho nas liçoes'. Santa falta de vontade, Batman!!!
(voce queria oque, curso da Petrobras na Bahia, e quer moleza?)

Cala-a-boca, Voice!!! Ou coloco voce no próximo helicóptero pra uma plataforma!

(licença poética)

Publicado por renato daniel brito em 10:14 AM
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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Porque se matar não funciona
Bom, vamos por partes:

1) Se matar é uma merda. Principalmente pq raramente se consegue, justamente porque por mais horrenda que seja a situação vc tem um bilhão de defesas orgânicas pra não conseguir se matar. Quem já tentou se cortar sabe quanto é difícil ir contra o próprio instinto.

2) A glamourização do suicídio é uma merda. Quem se mata não são poetas incompreedidos, artistas sensíveis nem nada dessa merda. Quem se mata é gente que não tem mecanismos pra lidar com as situações. Só isso. Quem se mata sempre se faz por imaturidade, seja o cara que não sabia como contar pra família que eles tinham perdido tudo o que possuíam e se joga do Empire State, seja o cara que não sabia como encarar a morte por queimaduras e se joga do World Trade Center. Notem: Não estou dizendo que o problema seja de solução fácil. Só estou dizendo que tem solução, porque tem gente que passa pelo mesmo problema e desenvolve uma solução. Então é apenas uma questão de aparelhamento de ego. Dizer que suicidas são especiais é incentivar o suicídio com base numa mentira.

3) Não existem pessoas mais sensíveis, existem pessoas mais fracas. Todo mundo recebe basicamente os mesmos estímulos e ninguém é imbecil a ponto de não perceber seus significados. Algumas pessoas podem ser mais burras e não terem a capacidade de se colocar no lugar do outro, mas são raros. Em geral as pessoas não se põem por uma questão de defesa. Se você se identificar demais com o mendigo na rua vc pira.

) Sequelas. Como eu disse, a maior parte dos suicídios não dão certo. E muitas tentativas deixam sequelas. Eu tenho uma amiga que até hoje se arrepende de ter cortado os pulsos porque ficou com cicatrizes horríveis em todo o antebraço. Aí tem que ficar se lembrando todo o tempo não só que tentou se matar (e da razão pela qual fez isso) mas como não conseguiu. Como ela fez terapia, já desencanou de esconder e hoje até dá risada. Mas logo em seguida foi uma merda.

5) Se matar é uma solução trivial. Não que seja simples (e não é, pra cada caso de suicídio existem pelo menos três de tentativas), mas é 0=0. Você chega num ponto final pro seu problema, mas não ganha porra nenhuma com isso. Isso é bom? Qualquer pessoa sabe que não. Simplesmente não ter problemas não torna a vida de ninguém feliz. E ter problemas não torna a vida de ninguém triste. O que importa é o balanço entre felicidades e tristezas. E o balanço do suicídio é equivalente a cancelar o seu bilhete: você não perde e nem ganha. Nunca mais.

6) Quem deixa bilhetinho não quer solução de problemas, quer palco. E não lhes culpo. São pessoas que se consideram desimportantes e fantasiam afetar os outros com a sua morte. Ficam pensando quem iria no enterro, quem não iria, quem se importaria e quem não se importaria. Pois bem: NINGUÉM se importaria. Simples assim. As pessoas poderiam até chorar seus cinco minutos na sua cova, o que não lhe traria bem nenhum porque você nem existiria mais pra perceber esse choro. Em seguida esqueceriam e tocariam suas vidas, como fazem sempre que alguém morre. E pior: Seu nome viraria tabu, porque as pessoas não gostam de lembrar de suicidas mais do que não gostam de lembrar de gente morta.

Acho que por tudo isso dá pra se perceber que suicídio não vale a pena. É desistir de tudo que ainda pode acontecer no futuro, de todas as suas chances, de toda a possibilidade de mudança. E desacreditar que as coisas possam mudar é estúpido. A única forma das coisas nunca mais mudarem é morrer. Aí as coisas vão ficar assim pra sempre.

Publicado por Panthro Samah em 12:45 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Contratações disparam na Petrobras
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da Folha Online

O quadro de pessoal da Petrobras cresceu 4,7% entre 2006 e 2007, somente considerando os empregados próprios. Também houve aumento de 30,1% do pessoal terceirizado, como mostra reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra exclusiva para assinantes do jornal e do Uol).

A estatal petrolífera acabou de anunciar mais um concurso, em que deve contratar 989 técnicos de nível médio. A Petrobras já tem um contingente de 50,2 mil funcionários, além de outros 190 mil terceirizados.

Mariangela Mundim, gerente de Planejamento de Recursos Humanos, justifica as contratações devido ao crescente volume de investimentos, além da internacionalização da companhia.

A gerente de Recursos Humanos também afirma que a Petrobras ainda terá a necessidade de contratar nos próximos anos para fazer frente ao crescimento dos negócios. A estatal estima empregar diretamente 65 mil funcionários em 2015. "Estamos fazendo uma reposição paulatina, gradual e planejada", afirma ela. Se a projeção se confirmar, a Petrobras vai repor o quadro que tinha em 1989: 60 mil empregados.


***

nota do noname: vai que é sua, Panthro !!

Publicado por renato daniel brito em 5:02 PM
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Estou com insônia de novo
E sem enxergar direito, o que é pior. Acho que vou ouvir Enya. Se não dormir, talvez me mate de tédio.


Publicado por Panthro Samah em 2:15 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

Faith Fighter
Esse é um dos melhores jogos de luta já feitos. Atenção pra destruição que a guerra entre as religiões causa no cenário! Meu personagem favorito é o Buddha e o de vocês?

Publicado por Panthro Samah em 8:39 PM
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Quem somos

Nós somos uma caixinha de leite feliz e dançante!!
Na verdade, não. Nós somos alienígenas em busca de planetas interessantes para a colonização. Estamos fazendo um estudo com esse planeta, mas tudo indica que ele nunca terá sucesso. Ou talvez (e apenas talvez) nós sejamos um ser humano com sérios problemas de personalidade.

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