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Terça-feira, Maio 31, 2005
Tenshi Muyo
Sabe aqueles sonhos estranhos em que você está na escola pelado? Que você não sabe como foi parar lá ou porque está pelado, mas sente uma vergonha enorme de tudo e só quer se enterrar no mundo? É incrível, mas a internet, além de lhe proporcionar pornografia gratuita, também serve para realizar seus sonhos. Portanto, cuidado ao clicarem por aí. Vocês podem acabar tendo muito mais do que pediram. Não que só apenas a internet lhes dê isso. Eu já tive bastante disso também. Quem me conheceu uns cinco anos atrás sabe porque eu desloquei meu dedo num armário de metal. Só não pensei que isso pudesse acontecer de novo.
Isso é pra você aprender a me ouvir. Isso nunca teria acontecido se você tivesse me ouvido.
Publicado por Panthro Samah em 3:14 AM
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Segunda-feira, Maio 30, 2005
A Parada
Estava eu voltando pra casa hoje. Estava na Paulista, mas não fui na Parada. E estava lá eu sentado no ponto quando chegou um casal de velhinhos bem velhinhos, tipo uns oitenta e todos, reclamando que lá pra frente estava uma bagunça, um barulhão. Reclamavam um pro outro, deviam ser casados desde a virada do século. Eu já estava preparando argumentos pra passar uma descompostura neles, quando o velhote fala que era bom mesmo. Era uma bagunça toda, mas pelo menos eles estavam lá, reclamando os direitos deles. E que todo mundo deveria fazer isso, que o Brasil ia pra frente se as pessoas corressem atrás. "E eles ainda se divertem" - falou ele. Aí a mulher começou a falar duma sobrinha dela que tinha virado homem e que tava morando com uma menina e tal. E o velho perguntou se a menina era "de família", porque hoje em dia não dá pra deixar os filhos da gente com qualquer um, que tem gente que não presta e lá-lá-lá...
Enfim. Se a Parada conseguiu mudar a cabeça de um casal de velhinhos todososanosgenário, ela é muito importante e não deve acabar nunca. Pode melhorar, pode acrescentar mais coisa, mas acabar não pode, isso eu tenho que reconhecer. Eu acredito naquele ditado judeu de que se você salva uma vida você salva o mundo. Então, só por salvar esses velhotes, já está valendo.
Publicado por Panthro Samah em 1:10 AM
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Sábado, Maio 28, 2005
Monstra Louca - Frases Célebres
O preço de não ser coitadinho
O rock está morto
Tia Lúcia
Publicado por Panthro Samah em 11:13 PM
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Estou na miséria
Tenho dez reais pra passar o mês! Essa vida de professor-estagiário pobre é uma merda. Aliás isso também é uma redundância. Não conheço nenhum professor-estagiário rico. Aliás professor-estagiário é quase o cúmulo da pobreza: estagiário + professor. Claro que todo mundo vai falar que isso é um absurdo, que eu estou falando de uma profissão linda (professor, porque estagiário todo mundo sabe que nasceu pra comer merda), que remunera espiritualmente, e que professor é uma missão, uma vocação pra vida e blá-blá-blá. Mas isso é tudo história. Como eu disse hoje, qualquer iogue troca o segredo da iluminação espiritual por um bom X-Placenta (Queijo, Calabresa, Ovo, Bacon, Maionese e uma folha de alface pra não dizer que eu não sou saudável). Mas pra mim não tem jeito: vou ter que entrar no site que ensina a se alimentar de luz...
Publicado por Panthro Samah em 10:56 PM
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Insônia
Estou a trinta e uma horas sem dormir e ainda não consegui pegar no sono. Ok, até áí, nenhuma novidade. Pra quem já ficou 72 horas sem dormir, 31 é bico. Mas o corpo dói um bocado. Pelo menos ainda não estou tendo alucinações... Acho. Mas a insônia tem lados positivos: Foi quando eu fiquei uns dias sem dormir que me falaram do Clube da Luta, que eu considero o melhor filme de todos, o filme da minha vida. Pra quem não viu, veja. Tudo começa porque o Bob tem peitos de mulher.
Não, eu estou me antecipando. Tudo começa porque por seis meses, o personagem principal não consegue dormir. E tem um atentado a bomba também. Quem viu entendeu. Quem não viu sabe como uma pessoa insone e louca fica com a mente fragmentada como se os seus pensamentos fossem um saco de borboletas de fumaça: Se movem rápido e coloridamente, mas se você tenta segurar eles se desfazem.
Blergh! Você está ficando poético, Panthro! Tome Ritalina!
Tá bom, tá bom... Saco! Mas eu etava falando do Clube da Luta. É do caralho, assistam. E se ficarem sem dormir, tenham medo. Porque vocês podem acabar falando consigo mesmo num blog de quinta e achando tudo normal.
Meu nome não é Tyler Durden!
Publicado por Panthro Samah em 10:46 PM
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Quinta-feira, Maio 26, 2005
Eu sempre me engano com as pessoas
É, tenho que dar ouvidos ao Voice. Eu sou mó trouxa. Eu sempre acredito no que as pessoas me falam e isso é foda. Acho que é falta de simancol, sei lá. Mas se me dão alguma desculpa, por mais absurda que seja, eu acredito. Acho que prefiro acreditar e ser enganado. Mas hoje tinha parado pra pensar na história da minha vida e eu vi que a maior parte das pessoas com quem eu me relacionei mentiram pra mim em algum momento. Não sei exatamente porque isso acontece, mas acontece. Já disseram que gostavam de mim, que eram meus amigos, que me amavam e até que eram menina e era tudo mentira. Acho que eu deveria ficar mais escaldado com as pessoas, mas eu não consigo. Acho que eu sou besta mesmo.
Porra, acreditar que um menino era uma menina morta foi foda. Mas pior que isso foi acreditar que alguém em outro estado poderia sentir alguma coisa por alguém com quem trocou meia dúzia de palavras.
Você pega pesado, hein, Voice?
Publicado por Panthro Samah em 11:25 PM
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Sábado, Maio 21, 2005
O mundo gira e o Panthro fica tonto
Estou tendo que alterar meus conceitos de realidade devido eventos recentes. Voltaremos à programação normal assim que conseguirmos enfiar os cubos nos espaços redondos.
Publicado por Panthro Samah em 11:19 PM
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Quarta-feira, Maio 18, 2005
Tudo bem que isso é um spam, mas eu não resisti:
O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca viste. O nome disso é avião. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras para ninguém. Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém. Isso se chama sequestrador. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar para fora de casa quando bem entender. Isso se chama cachorro. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou para ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti. Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti. Isso se chama controle remoto de TV. O amor é outra coisa." "O amor é simplesmente... o amor."
Publicado por Panthro Samah em 4:12 AM
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Segunda-feira, Maio 09, 2005
The Voices in My Head Still Scream
Eu sou uma criatura estranha. Ok, isso não é novidade pra ninguém. Mas é que às vezes enche o saco. Tipo, uma coisa que está me incomodando muito ultimamente são as vozes na minha cabeça. Tá, não existem vozes de verdade na minha cabeça. Mas existem meio que divisões reais na minha mente.
Â-hã
Não você, Voice. Você é só um construto literário para dar vazão a meu cinismo.
Não sou, não!
Calaboca! Como eu dizia, o problema é que a minha cabeça não pára. Tipo, hoje aconteceu uma coisa bizarra. Eu fui no lavabo que fica embaixo da escada. Como o teto é baixo e eu sou descoordenado, acabei batendo a cabeça. Até aí, nada demais. Mas ao mesmo tempo que eu tomei a porrada e praguejei internamente, uma parte da minha cabeça pensou que não doeu tanto assim e outra ficou analisando que a minha visão tinha saído momentaneamente de foco porque o movimento da cabeça com a pancada não havia sido previsto internamente e o cérebro não havia ajustado a percepção, dando a idéia de uma câmara tremida. Perceberam o drama? Tem uma parte de mim que fica analisando tudo O TEMPO TODO!!
Por isso que eu nunca consigo ficar muito chapado. Sempre tem uma parte de mim que está analisando a mudança de percepção, filosofando sobre as sensações. Quando eu cheirei cola, por exemplo, uma parte de mim estava completamente inconsciente, rindo e rolando no chão. Outra analisava tudo pra futura referência. E uma terceira me censurava por ter deixado virar o frasco, porque sabia que ia dar trabalho pra tirar aquilo tudo da pele. E notem, estamos falando de uma droga que deveria ter me deixado INCONSCIENTE. Eu não deveria me lembrar de nada do que tinha acontecido!
Quando eu estou lendo um livro, ao mesmo tempo que o leio, penso na relação de significante e significado, reflexão da luz por ângulo de incidência, contagem de contraste por cinza médio no cérebro.... Isso às vezes é uma merda. E, pra terminar de me expor já que eu sei que vocês não vão sacar exatamente do que eu estou falando, imaginem quando eu beijo. Uma parte de mim está completamente envolvida, mas sempre tem outra que está anotando as sensações, traçando um mapa espacial do ambiente ou fazendo uma lista de tarefas que eu tenho que fazer no resto do dia. Isso é uma bosta! A Dani, que é a psicóloga do trabalho, disse que eu tenho uma vida mental muito ativa ou o que quer que seja. Mas o que eu queria saber mesmo é se existe cura pra isso.
Eu não sou nenhuma porra de critura literária, tá bom? Eu poderia até pedir reconhecimento num tribunal, acho! Qualquer um sabe quando está falando com você ou comigo. E isso tudo só acontece porque você é louco. Se tomasse seu Gardenal, nada disso estaria acontecendo.
Publicado por Panthro Samah em 3:27 AM
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